Hayardem - Criando Kuvasz com amor, critérios e exemplares selecionados

Sobre a Raça


História

A origem do Kuvasz é bastante controversa e sobre ele existem inúmeras teorias. Essa dificuldade de se estabelecer uma linha cronológica clara para o seu desenvolvimento é devido, entre outros fatores, à antigüidade da raça e às migrações do povo húngaro. Alguns estudiosos afirmam que o já existem registros do Kuvasz em objetos datados de 5000 AC.

Outros estudiosos localizam as primeiras menções à raça em períodos mais recentes, mas todos são unânimes em creditar seu desenvolvimento aos magiares, que após migrações por vários territórios na Eurasia, fixaram-se no que hoje conhecemos como Hungria e sua função original era acompanhar os cavaleiros durante as caçadas e guardar seus rebanhos.

As primeiras menções confiáveis sobre a existência de cães da raça Kuvasz aparecem em crônicas de Matias I, rei da Hungria entre 1458 e 1470, que tinha, ele próprio, uma grande criação de Kuvasz e dizia freqüentemente que preferia confiar em seus cães do que nos homens que o cercavam. Os Kuvasz eram cães pertencentes apenas à aristocracia húngara e mais tarde aos burgueses endinheirados. Eram utilizados como guardas de propriedades e também como pastores dos rebanhos de ovelhas.

A história da raça mais recente, no entanto, é bem mais conhecida e nem por isso mais fácil. A raça terminou a primeira metade do século XX à beira da extinção. Mas graças ao trabalho de criadores húngaros e, especialmente, de alemães, a raça voltou a crescer em número de exemplares e acompanhou muitos imigrantes ao redor do mundo.

No Brasil, a raça chegou apenas no final dos anos 80 e ainda são poucos os criadores.

Características

O Kuvasz é um cão de grande porte, cuja função básica era o pastoreio e a guarda de propriedades. Nestas duas funções tem um comportamento de destaque e, especialmente como guarda, é considerado ´incorruptível´.

O Kuvasz adulto é um cão de atividade relativamente alta e que precisa de exercício e espaço para gastar energia, por isso, não é adequado à viver em pequenos espaços e apartamento. É um cão muito resistente e excelente parceiro para proprietários que tenham uma vida ativa.

Muito observador e atento na função de guarda, normalmente não late à toa mas não admite invasões de seu território, especialmente durante a noite.

É um cão considerado ´de família´, mas que normalmente elege claramente seu dono. Não é do tipo que fica exigindo atenção sistemática, mas deve, para desenvolver-se plenamente, conviver com as pessoas da casa a fim de que não desenvolva uma agressividade exagerada e não adequada ao padrão da raça.

Tem um forte instinto de proteção com aqueles que considera pertencer à sua matilha e isso inclui pessoas e crianças, sendo normalmente desnecessário que passe por um treinamento específico para guarda. É bastante reservado com estranhos e mesmo após ter sido apresentado ao visitante não costuma desmanchar-se em festas.

O Kuvasz é um cão de personalidade forte e independente, o que preenche de maneira muito adequada as necessidades de que, durante suas funções, tivesse capacidade de tomar suas próprias decisões. Por outro lado, esta independência é uma das características que recomendam que o proprietário promova desde cedo aulas de obediência para que se imponha como líder ao cão. Segundo o ranking de inteligência do pesquisador Stanley Coren publicado no livro ´A Inteligência dos Cães´, o Kuvasz está na 42a posição entre 79 possíveis.

Até em função do seu passado de pastor, o Kuvasz costuma relacionar-se muito bem com outros cães e animais.


Com crianças, normalmente, são bastante tolerantes, mas por se tratarem de cães grandes, é importante que sempre haja uma supervisão das brincadeiras para que não aconteçam acidentes. É importante também que eles tenham sido acostumados à presença delas desde cedo e que as crianças sejam orientadas a brincar de forma adequada com os cães desde filhotes.

Padrão

Resumo histórico

trata-se de um pastor húngaro conhecido nesse território desde a antigüidade. Seus antepassados chegaram com a ocupação dos Magyares na bacia de Carpathian. Eles utilizavam esses cães para a guarda e defesa de seus rebanhos contra animais de rapina e ladrões. Devido ao seu instinto caçador, foi o cão de caça preferido na época do Rei Matthias Corvinus. A partir do declínio dos pastoreios, tem sido muito menos usado para suas obrigações originais e foi localizado primeiramente nas aldeias e mais tarde nas cidades.

Aspecto geral

Os cães desta raça são fortes, grandes e têm uma pelagem densa, ondulada e branca. Sua aparência agradável irradia nobreza e força. As partes de seu corpo, individualmente, se harmozam como um todo, suas pernas não são nem curtas nem longas. A estrutura óssea é poderosa, porém não é grosseira. A musculatura é forte e delgada e as articulações mostram claros contornos. Visto de perfil, o corpo forma um retângulo, quase um quadrado. Bem musculoso, apresenta uma construção forte, temperamento agradável e grande agilidade. Sua aparência denota uma infatigável habilidade para o trabalho.

Proporções importantes

• O comprimento do corpo é ligeiramente maior do que a altura na cernelha.

• O ponto mais profundo do peito é aproximadamente a metade da altura na cernelha.

• O focinho é ligeiramente mais curto do que a metade da cabeça.

Comportamento/Temperamento

O Kuvasz é determinado e sem medo. Defende pessoas e propriedades confiadas aos seus cuidados, até mesmo com a própria vida. É autoconfiante e pode ficar agressivo se maltratado. É fiel, confiável e ama seu dono e tudo que o cerca. Precisa de bastante exercício e deve ser mantido ocupado. É dependente e pouco exigente. É fácil de ser cuidado e pode suportar as mais severas condições climáticas. Esse cão aprecia qualquer amor e carinho dado a ele.

CABEÇA: Tipicamente em forma de cunha, em harmonia com seu corpo, agradável, nobre e demonstra uma força considerável. O Kuvasz pode ser distinguido, principalmente de outras raças, pela forma de sua cabeça. A cabeça é caracteristicamente magra e seca. Nos machos, é mais volumosa que nas fêmeas.

REGIÃO CRANIANA 
Crânio: Largo; testa ligeiramente proeminente com um distinto sulco. 
Stop: Pouco pronunciado.

REGIÃO FACIAL: Larga, longa e com boa musculatura. 
Trufa: preta. 
Focinho: Cana nasal reta. O focinho se afina gradualmente, mas nunca é pontudo. 
Lábios: Pretos e bem aderentes. A comissura labial tem bordas irregulares. 
Maxilares / Dentes: Bem desenvolvidos; dentes fortes, regulares e completa mordedura em tesoura, de acordo com a fórmula dentária. 
Olhos: De inserção ligeiramente oblíqua, amendoados e de cor marrom escuro. As bordas das pálpebras são pretas e bem aderentes ao globo ocular. 
Orelhas: Inseridas numa altura média. Um terço das orelhas levanta da base do crânio em curva, caindo rente à cabeça. São em forma de V com as pontas arredondadas. Quando em alerta, estão ligeiramente levantadas. Nunca eretas ou torcidas.

PESCOÇO: Mais para curto do que longo, bem musculoso, em um ângulo de 25° a 30° com a horizontal. A nuca é curta. Pele da garganta firme, sem barbelas. Nos machos, o colar e a juba são muito expressivos.

TRONCO: Visto de perfil, forma um retângulo diferenciando-se, ligeiramente, de um quadrado. 
Cernelha: Longa, marcadamente mais alta que a linha do dorso. 
Dorso: De comprimento médio, reto, largo, bem musculoso e firme.
Lombo: Curto, em firme continuação do dorso. 
Garupa: Ligeiramente inclinada, bem musculosa e larga; a pelagem muito densa dá à garupa uma aparência suavemente maior. 
ntepeito: Devido à musculatura ser fortemente desenvolvida, o antepeito é arredondado, percebendo-se muito pouco a ponta do esterno. Peito: Profundo, longo e ligeiramente arqueado. Linha inferior e ventre: Em continuação ao tórax, levantando em direção à traseira.

CAUDA: Inserida baixa, seguindo a ligeira inclinação da garupa em linha reta. Verticalmente caída, tem uma ligeira curvatura para cima, sem ser dobrada (em gancho). Quando o cão está em alerta ou excitado, é permitido, no máximo, que se eleve até o nível da linha superior.

MEMBROS ANTERIORES: As pernas anteriores suportam o corpo verticalmente até as articulações do carpo. São paralelos e moderadamente separados. Vistos de frente, a posição das pernas dianteiras estará correta se uma linha vertical traçada desde a articulação dos ombros correr ao longo do eixo dos membros e atingir as patas entre o 3° e 4° dedos. Vistos de perfil, a posição estará correta se uma linha vertical traçada desde os cotovelos até o solo passar pelo centro das pernas até a articulação dos carpos. 
Ombros: Escápulas longas, inclinadas e musculosas. Bem aderentes e firmes à caixa torácica, porém flexíveis. 
Braços: De tamanho médio, bem musculosos. Os braços e os ombros formam um ângulo de 100° a 110°. Cotovelos: Secos, bem aderentes ao tórax, não virando nem para fora nem para dentro. O braço e o antebraço formam um ângulo de 120° a 130°. 
Antebraços: Relativamente longos, retos, compactos com músculos delgados. Fortes tendões que alcançam as articulações dos carpos. 
Carpos: Bem desenvolvidos, firmes, com tendões resistentes.
Metacarpos: Relativamente curtos, magros, ligeiramente inclinados (ângulo com a vertical de 10° a 15°). 
Patas: Redondas ou ligeiramente ovais, são firmes. Dedos curtos e altamente arqueados de maneira que a parte do meio não toca o solo. Elásticos e bem fechados. Almofadas elásticas e pretas. Unhas duras, fortes, pretas ou cinza ardósia.

POSTERIORES: A posição dos membros posteriores, vistos de perfil, estará correta se a angulação do joelho estiver posicionada verticalmente debaixo da crista ilíaca e a pata debaixo do quadril. A linha vertical que desce da ponta do ísquio toca o osso do calcanhar. Vistos por trás, a posição dos posteriores estará correta se a linha vertical, que cai desde a ponta do ísquio, correr ao longo dos eixos dos membros, esses sendo paralelos dos dois lados e encontrando-se no solo moderadamente separados. 
Coxas: Longas, largas, com músculos maciços bem inseridos na pélvis. A pélvis e as coxas formam um ângulo de 100° a 110°. 
Joelhos: Volumosos. O ângulo entre a coxa e a perna é de 110° a 120°. Pernas: Sua musculatura, que é longa e maciça, insere-se nos jarretes com fortes tendões. Vistas por trás, são verticais e paralelas de ambos os lados e ao eixo do corpo. 
Jarretes: Largos, volumosos, secos e tendinosos. O ângulo do jarrete é de 130° a 140°. 
Metatarsos: Longos e perpendiculares ao solo. 
Patas: Ovais ou como os anteriores.

MOVIMENTAÇÃO: Passos lentos e amplos. Quando em trote, a movimentação é leve, elástica, cobrindo bem o solo, dinâmica, constante e incansável. Os cotovelos não viram nem para dentro nem para fora.

PELE: Bem pigmentada; de cor cinza ardósia e firme.

PELAGEM Pelo: Moderadamente duro, ondulado, ligeiramente rígido, sem tendência a emaranhar. Debaixo da pelagem de cobertura, que é mais grossa, há um subpelo mais felpudo. A cabeça, as orelhas e as patas são cobertas por pelos curtos (1 a 2 cm de comprimento), densos e lisos. A frente e as laterais dos membros dianteiros, como também nos membros posteriores, na região do joelho para baixo, são cobertas por pelos igualmente curtos (1 a 2 cm de comprimento) e retos. Encontramos franjas de 5 a 8 cm de comprimento na parte posterior das pernas, que alcançam os jarretes. Ao redor do pescoço, existe uma coleira natural que se estende até o peito, em forma de juba. Essa é uma particularidade mais notada nos machos. No corpo, nas coxas e nos braços, a pelagem é de comprimento médio (4 a 12 cm), ricamente ondulada, formando cristas, sulcos e mechas. A cauda é coberta, em toda sua extensão, por uma pelagem densa e ondulada, podendo alcançar um comprimento de 10 a 15 cm.

COR: Branca. O marfim é permitido. A trufa, a borda dos olhos e os lábios são pretos. As almofadas são pretas ou cinza ardósia. Uma cor escura é desejada para o palato, porém manchas rosadas são permitidas.

TAMANHO / PESO 
Altura na cernelha: 
Machos: 71 a 76 cm. Fêmeas: 66 a 70 cm.

Peso: Machos: 48 a 62 kg. Fêmeas: 37 a 50 kg.

FALTAS: Qualquer desvio dos termos deste padrão deve ser considerado como falta e penalizado na exata proporção de sua gravidade e seus efeitos na saúde e bem estar do cão.

FALTAS ELIMINATÓRIAS • Agressividade ou timidez excessiva. • Todo cão que apresentar qualquer sinal de anomalia física ou de comportamento deve ser desqualificado. • Stop pronunciado. • Falta de pigmentação na trufa, lábios e borda dos olhos. • Falta de 1 ou mais dentes (incisivos, caninos, pré-molares 2-4, molares 1-2). Falta de mais de 2 PM1. Os M3 são desconsiderados. • Prognatismo superior ou inferior; torção de mandíbula. Falta de contato de mais de 2 mm entre os incisivos superiores e inferiores. • Ectrópio, entrópio. • Orelhas eretas. Cauda acima da linha do dorso mesmo em repouso ou enrolada para trás. • Pelagem tendendo a ser felpuda, crespa, ou não ondulada, ou de arame. • Pernas cobertas por longos pelos. • Qualquer cor diferente da permitida.

NOTAS:

• Os machos devem apresentar os dois testículos, de aparência normal, bem descidos e acomodados na bolsa escrotal. 
• Somente os cães clinicamente e funcionalmente saudáveis e com conformação típica da raça deveriam ser usados para a reprodução.

Bibliografia

  • Livro tal - editora - 1992
    fulano de tal 
  • Livro tal - editora - 1992
    fulano de tal 
  • Livro tal - editora - 1992
    fulano de tal 
  • Livro tal - editora - 1992
    fulano de tal 

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